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Estrondo, processo de composição!

Batemos um papo com Natália Noronha sobre como foi o processo de composição de ESTRONDO.

“Quem nunca teve aquela relação com alguém que foi estrondosa?”

Confira a entrevista na integra e muitas novidades sobre o single!

Como foi o gatilho para a composição da letra e todo o desenvolvimento de pós-produção?

Natália Noronha: Então, tanto a parte lírica (a letra) quanto a parte da música de estrondo aconteceram de uma forma muito inesperada. Eu já tinha um riff de guitarra a algumas messes e uma parte do primeiro verso da música: “Toda vez que você me toca, um sol nasce no horizonte na minha superfície…”. Esse verso já existia e eu já havia escrito a muito tempo, só não tinha conseguido dar procedimento e evoluído para uma letra inteira mesmo. No final do ano passado estava sozinha em casa e comecei a tocar o riff e completar o verso e transformá-lo numa letra. E como este verso já traz palavras que se referem a natureza, como: “Horizonte, superfície…” Eu tive a ideia de entrar de vez nessa temática da natureza. Na medida que eu ia compondo e evoluindo a letra, eu fui pesquisando sobre a pororoca e aí fui me interessando cada vez mais, quanto mais eu lia, quanto mais pesquisava e via pessoas conversando sobre o assunto e fui cada vez achando um tema muito interessante de ser explorado, inclusive poeticamente

A música por si só já diz muito em suas metáforas. Mas poderia evidenciar a simbologia por trás dessa música e qual é a sua ideia central?

Natália Noronha: A letra se origina muito de analogias e metáforas, ao mesmo tempo em que você está falando sobre a natureza você está falando sobre você mesmo (no caso o eu lírico). A Pororoca veio no caso, para comparar as relações que nutrimos no decorrer da vida, inclusive as sexuais. Então a letra tende muito para uma pegada sexual e exatamente isso, o encontro do rio e do mar, como se fossem duas energias diferentes que quando se encontram causam um grande acontecimento catastrófico e é assim que acontece nas nossas relações. Quem nunca teve aquela relação com alguém que foi estrondosa, apocalíptica?

‘Estrondo’ … A definição é um barulho alto forte e por vezes prolongado. Na música vocês falam de dois corpos que se chocam, um feito da natureza. Para você que compôs, qual seria importância desse fenômeno natural e de que forma o enxerga?

Natália Noronha: O encontro do rio e do mar, encontro de duas forças distintas que se encontram causando um ESTRONDO. Enxergo como momento de mudanças, acontecimentos grandiosos.

A música consegue trazer em seu nome uma ideia forte e na sua essência, um ritmo suave e envolvente. Poderia nos falar qual foi a inspiração sobre a ideia de brincar com esse paralelo do rio e mar, suave e intenso?

Natália Noronha:  Acho que dá para fazer sim um paralelo do rio e mar, ao caráter que cada tipo de água tem. O rio ele é mais calmo enquanto que o mar é mais bravo. Musicalmente, isso pode ser representado na levada da música que é bem dançante e sensual, com a melodia muito forte, justamente esse encontro causa um estrondo, quando chega no refrão é uma explosão. Aquele momento do instrumental da banda no refrão é onde acontece a Pororoca, o encontro do rio com o mar, onde nessa parte do single é uma parte mais rock n’ roll do que o resto da música, ainda assim, tem muitos sintetizadores, muitas coisas acontecendo e ali é onde acontece o ESTRONDO!  Mas a música por inteira, ela brinca muito com esse contraste do suave, sensual e da intensidade do rock.

Vocês lançaram esse single pouco tempo antes da apresentação no Lollapalooza, é uma forma de marcar o início de mais uma nova fase? Qual a expectativa de vocês em unir a adesão dessa música ao repertório com o festival?

Natália Noronha: Na verdade essa música, ela chegou de uma forma muito natural, eu particularmente estava sem compor algo novo para o Plutão faz algum tempo, alguns poucos anos. De lá para cá, eu vim ouvindo muitas coisas diferentes, novas experiências a mudança para São Paulo e isso refletiu no meu processo de composição. Então, no fim do ano passado comecei a desenvolver essa música, e coincidentemente foi se aproximando um momento “pré-lolla” e aí decidimos que seria um belo momento de lançar algo novo,  como uma forma de representar a nossa mudança de Natal para São Paulo, estamos morando em SP a quase um ano e acredito que de lá pra cá muitas coisas aconteceram no sentido de nos evoluir e nos mudar como artistas, Estrondo tem ali um Plutão um pouco mais diferente artística mente e também pessoalmente por tudo que vivemos nesse último ano.

Mal foi lançada a música e os fãs (inclusive tenho alguns palpites de roteiro), já comentam que imagina um belo clipe dela. Já existe algum plano para clipe ou ainda vão aguardar a correnteza guiar as próximas direções?

Natália Noronha: Vai ter clipe sim! Como? É melhor ainda não falar, vamos aguardar aí!

O que a palavra “Estrondo” representa para a banda nesse momento? Seria a representatividade de novas águas, encontros e fluxos?

Natália Noronha: Estrondo representa um momento de mudança, um momento de encontro, um momento de desenvolvimento… E é o que tem acontecido com a gente, nos mudamos para São Paulo, tocamos em muitas cidades, muitos festivais, lançamento de novo disco. Começar uma vida quase que do zero em uma outra cidade, isso tudo tem um impacto muito grande na nossa formação tanto como pessoas e artistas. Estrondo vem exatamente para demarcar um momento de mudanças no Plutão, um momento de conhecer novos caminhos e explorar novos elementos, acho que é um momento de a conhecimento sempre pra melhor, nesse sentido.

Entrevista por: Diego Alves


OUÇA ‘ESTRONDO’


FICHA TÉCNICA

Composição: Natália Noronha Artista: Plutão Já Foi Planeta Vozes: Natália Noronha Bateria: Renato Lellis Baixo: Vitoria de Santi Guitarras: Sapulha Campos/Gustavo Arruda Teclados/sintetizadores: Natália Noronha/Cris Botarelli Beats: Cris Botarelli Percussão: Luís Fernando Siqueira Mixagem: Thommy Tannus Masterização: Thommy Tannus Produzido por Plutão Já Foi Planeta e Thommy Tannus Gravado, mixado e Masterizado no Tannus Estúdio Distribuído pelo selo Slap Capa: Natália Noronha Foto: Murilo Amâncio

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