[Nosso Som Tem Valor] – Marília Paiva

Nosso Som Tem Valor com Marília Paiva

O segundo episódio da série [Nosso Som Tem Valor], é com  Marília Paiva, vocalista da banda potiguar, Alamoana,  conversamos sobre a cena cultural, e incentivos no estado e sobre composições, confiram a entrevista que fizemos com  ela.

 

SuportePJFP: Como você se sente enquanto cantora, compositora e artista potiguar, em relação ao investimento (ou a falta dele) na cena cultural do estado? Quais as suas principais dificuldades para expandir sua música para outros estados, por exemplo?

Marília Paiva: “A cena pro artista independente é desmotivante no tocante aos investimentos. A gente estuda, trabalha, mas a desvalorização é enorme, tanto por parte governo, como do público. É preciso acreditar muito no som que você faz pra não ser engolido pela maré. Compartilhar, união e resistir são as palavras pra permanecermos vivos na música, no cinema, no teatro, nas ruas. Na arte!
A dificuldade já começa dentro da nossa própria cidade, pois não são todos que chegam a te escutar e conhecer o teu trabalho. Pra ir a outros estados, eh preciso primeiro ter material (o que é caro pra se gravar/mixar), muita pro-atividade pra saber o que fazer e aonde ir, além de muita força de vontade, porque não é pouco não que se leva. Acreditar no seu som é fundamental!”

SuportePJFP: Em relação a música 'Overdose', como se deu a composição, qual foi a inspiração, conta pra gente um pouco da história dessa canção?

Marília Paiva: Overdose é a minha preferida das que compus até hoje. Conta uma história entre duas pessoas que se apaixonaram em meio aos revoltos da vida e do tempo. Elas não puderam ficar juntas, o sentimento é atemporal e então vem a frase “será que estamos prontos pra nunca mais?”. Ela respira o amor, o amor incondicional e louco é aquele que jamais se deixou sentir isso. A overdose é ser amor como poucos! Por isso: amem, mas amem com força!

Ouça ‘Overdose’: